terça-feira, 17 de novembro de 2009

Medo Violento

o fora do normal
o medo irracional
a falta de compreenção
o medo sem razão.
o escuro ameaçador
o ódio e o rancor
o livro e o autor
a face sem pudor.
o deus e o demônio
a ditadura e a libertação
as amarras da ciência
e a arma em minhas mãos.
o medo de não ser
ter vontade e não poder
abrir os olhos e não ver
a violência do nascer.

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

La Vita è Bella

Dia 26 de Setembro de 2009, nesta data estarei fazendo 24 anos de idade. 24 anos vivendo e aprendendo, conhecendo pessoas e esquecendo outras.

Será que eu as esqueci, ou elas me esqueceram, não sei. Tempos que não tenho tempo. Trabalho, faculdade, a rotina que cada um possui (ou ela nos possui), nos afasta de quem gostamos. Um mal necessário? Bom, talvez, ou talvez não. Como algo assim pode ser bom?

Para mim é época de reflexão, o que estou fazendo com a minha vida, o que você está fazendo com a sua? Muitos dizem o que se deve fazer, mas poucos te perguntam o que você quer realmente fazer.

A tristeza é contínua, exceto por momentos de alegria, pessoas que aparecem e não vão embora, muito menos se esquecem de você e assim é recíproco. Há aqueles que aparecem por pouco tempo, mas trazem uma alegria por muito tempo, mas de qualquer forma estão todos tão ocupados, tão preocupados, tão desanimados, mas sempre seguindo em frente, o “progresso” todos dizem, lamentável.

Gostaria de poder ver mais meus amigos, alguns de outras cidades, outros da casa ao lado. Gostaria de poder passar mais tempo com quem gosto, mas a distância e a rotina me impelem de vê-la com mais freqüência.

Farei 24 anos, carrego dentro de mim um pouco de todos que conheci, convivi. Não sou o mesmo de 6 anos atrás, mas também não sou tão diferente assim, tenho os mesmos medos, mesmos anseios e todo o resto, mas amadurecemos e isso é fato.

Tenho medo de ficar velho, de ficar careta, um velho chato, amargo. Mas farei de tudo para ser o mesmo de sempre, mesmo que mude um pouco, claro.

Sinto falta de muitas pessoas, amigos (as) queridos (as), momentos de alegria e mesmo os de tristeza. Nesta época o ar nostálgico me afeta mais que o normal, trazendo a tona uma série de sentimentos e sensações que resultam num leve sorriso, pois a pesar de tudo, la vita è bella.

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Civilização

Não sinto mais minhas mãos,
Muito menos os meus pés.
Minhas costas cansadas se curvam para frente
E minha cabeça pesada despenca para baixo.
Mesmo com as amarras que insistem em me segurar
E o chicote a me açoitar, procurei por muito tempo uma saída
Mas nada encontrei.
Me privaram de tudo,
Até mesmo do direito de tirar minha própria vida.
Não achei uma saída e provável que nunca acharei.
Só me resta esperar, esperar minhas últimas forças se esgotarem
E com a face ao chão eu cair
E alí mesmo ficar
Até o mundo me consumir e a vida continuar.

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Ah o slilêncio...

O silêncio me consome
me faz fechar os olhos
me faz perecer.
O sliêncio me consome
me faz abrir os olhos
me faz nascer.
O silêncio me prende
me faz chorar
me faz sofrer.
O silêncio me liberta
me faz feliz
me faz viver.
Gestos silênciosos, ações
carícias e emoções.
No silêncio é que tudo acontece.
No silêncio é que tudo termina.
Ah o slilêncio...

sábado, 30 de maio de 2009

Outros Olhos

Fecho os olhos e vejo
tudo o que eu nuca vira antes.
Abro os olhos e a cegueira me toma conta.
Daqui de cima posso voar
em direção ao infinito.
Quem sabe um mergulho, um último suspiro.
Sensações tomam conta de mim.
Fecho os olhos uma vez mais.
É o fim, enfim livre.

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Céu Digital

Voando entre fios de alta tensão
com os olhos fechados
e os pés no chão.
Atravesso milhas e milhas de céu digital,
onde o infinito cabe na palma da mão
e a realidade acaba sendo apenas uma ilusão.
Posso ser tudo o que quero, posso ser tudo o que
você quiser, mas infelizmente não posso ser real.
Voando no céu digital
entre fios de alta tensão,
com os olhos fechados
e os pés no chão. 

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Marcas do tempo

Escravo do tempo
com todo o tempo que lhe resta
desde seu nascimento,desde sua prisão,
com o relógio no pulso, com algemas nas mãos.
Escravo da alma,dos desejos, das ações
que o forçam a andar para todas as direções.
Nada sabe ele sobre a vida
além das marcas que carrega
marcas de lutas,marcas de dor, de sofrimento,marcas do amor,
marcas que o tempo há de levar
para o infinito, ou até onde a vida deixar.