quarta-feira, 7 de abril de 2010

Olhando o horizonte

Olhando o horizonte,
vejo cores magnificas,
vejo sonhos flutuando
e bocas se beijando.
Vejo pessoas brigando
e vejo crianças chorando,
vejo gente sorrindo
e as coisas que vem vindo.

O acampamento dos sonhos

Então chega o grande dia *respira*
O acampamento dos sonhos
Surge em meio ao frio e a chuva.
Mesmo com todas as tormentas,
Seus ilustres visitantes celebram a vida
Regados a muito álcool e do bom e velho Rock pesado.
E assim sempre deveria ser.

O Vento

Quais das estrelas do céu é a mais brilhante?
Quais das estrelas do mar é a mais interessante?
Sopro desde o inicío e até o fim irei soprar.
Estou em todos os lugares, sem nem ao menos estar.
Carrego comigo a vida, a morte e a solidão,
Lágrimas, sorrisos e as vozes daqueles que vem e que vão.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Tic-Tac

Quantas das suas memórias vão restar
quando o tempo passar?
Estações do ano, estações de rádio
menssagens fora de sintonia
fora de frequência
fora de época, fora da vida.
Tudo que aconteceu, acontecerá
novamente em um passado reatrado
em livros e fotos.
Quantas das suas memórias vão restar
quando a juventude passar?
Quero ser e estar,
quando o relogio parar
e o tempo não mais avançar,
quero apenas estar e assim continuar
para nunca mais voltar e a história recomeçar.

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Diálogo entre loucos

- Qual o sentido disso tudo?


- Não sei, há tantas respostas, mas há muito mais perguntas...
- Por que tanto mistério, tanto segredo?
- Uhm, talvez tenha um motivo para isso, talvez não.
- Já ouvi tantos motivos, tantas idéias, tantas verdades, qual podemos confiar?
- Talvez você deva escolher alguma e simplesmente confiar.
- Mas como posso confiar em invenções humanas como Deus e Ciência? Será que estou doente,louco?
- Muitos dirão que é loucura, pois eles precisam acreditar em algo, ou pelo menos acreditam nisso.
- Talvez eu também precise acreditar em algo, em alguma verdade.
- A verdade é que não há verdade.
- Bom, talvez eu possa acreditar nisso.

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Medo Violento

o fora do normal
o medo irracional
a falta de compreensão
o medo sem razão.
o escuro ameaçador
o ódio e o rancor
o livro e o autor
a face sem pudor.
o deus e o demônio
a ditadura e a libertação
as amarras da ciência
e a arma em minhas mãos.
o medo de não ser
ter vontade e não poder
abrir os olhos e não ver
a violência do nascer.

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Civilização

Não sinto mais minhas mãos,
Muito menos os meus pés.
Minhas costas cansadas se curvam para frente
E minha cabeça pesada despenca para baixo.
Mesmo com as amarras que insistem em me segurar
E o chicote a me açoitar, procurei por muito tempo uma saída
Mas nada encontrei.
Me privaram de tudo,
Até mesmo do direito de tirar minha própria vida.
Não achei uma saída e provável que nunca acharei.
Só me resta esperar, esperar minhas últimas forças se esgotarem
E com a face ao chão eu cair
E alí mesmo ficar
Até o mundo me consumir e a vida continuar.